A Mantenedora

A Fundação Padre Ibiapina

Desde os seus primórdios a Diocese de Crato tem apresentado um pioneirismo na área de educação, entendido como espaço importante para a sua atuação evangelizadora. Seguindo o caminho de figuras inspiradoras, dentre elas o Pe. Ibiapina e os primeiros bispos da Diocese, a Igreja desenvolveu várias ações que mudaram o rosto da região do Cariri, ultrapassando a sua circunscrição.

Um marco inicial dessa ação foi a criação pelo Pe. Ibiapina da Casa de Caridade, em 1868, cuja finalidade consistia na obra de assistência e promoção, principalmente para moças. No entanto seu campo de ação foi sendo ampliado ao longo do tempo e, segundo seus estatutos, reformados em 1967: podia a Casa de Caridade, criar e desenvolver qualquer obra que se enquadrasse em suas finalidades sociais, quais sejam: orfanatos, patronatos, creches e qualquer serviço que visasse o amparo e assistência ao necessitado, mantendo os seguintes setores de atividades: cursos de alfabetização, curso primário, curso ginasial, escola de educação doméstica, escola de catequista, escola profissional, centro social rural, escola e cursos de enfermagem, pensionato para moças, dispensário para crianças pobres, abrigo de recuperação moral e assistência ao eclesiástico inválido. De acordo com o relatório feito por ocasião do seu centenário em 1968 a Casa de Caridade do Crato trabalhou com: Ginásio Madre Ana Couto; Escola de Educação Doméstica; Dispensário da Criança Pobre; Escolas Profissionais; Escola de Líderes Rurais; Centro de Treinamento Educacional do Crato; Organização Diocesana de Escolas Radiofônicas; Pensionato Para a Moça Pobre; Patronato Pe. Ibiapina; Clube de Mães; Clube de Jovens.

Paralelo a esse trabalho da Casa de Caridade surgia em 1868 o Seminário São José, passando posteriormente por inúmeras transformações, iniciativa que inaugura o ensino superior na região do Cariri.

No ano de 1968, quando a Casa de Caridade do Crato, comemorava seu centenário, foi criado um outro órgão que encamparia, gradativamente, todas as instituições assistenciais e sociais da Diocese. Surge, então, a Fundação Pe. Ibiapina, que dá continuidade aos trabalhos do mestre, com o mesmo espírito de doação e serviço que sempre existiu nas obras do Pe. Ibiapina. Ao longo destes trinta e seis anos, esta instituição tem sido a responsável pela ação da Diocese de Crato, especialmente nos campos social, educacional e da saúde, procurando possibilitar a população do sul do Ceará e circunvizinhanças o desenvolvimento regional, através da promoção humana e do acesso digno e cidadão a serviços, seja individual ou coletivamente.

Destacamos aqui algumas das ações implementadas pela Fundação Pe. Ibiapina que justificam sua preocupação com a educação, saúde e assistência social em todas as suas modalidades em toda a área da Diocese. O Instituto Diocesano de Opinião Pública tem uma importância significativa através da Rádio Sociedade Educadora do Cariri LTDA, Cine Educadora, Departamento Diocesano de Cinema, Empresa Gráfica LTDA, jornal A Ação. Somente o primeiro continua em pleno funcionamento.

O Ensino médio na Diocese se inicia em 1927 com a criação do Colégio Diocesano do Crato seguindo-se a ele o Colégio Santa Tereza de Jesus em 1923, o Patronato Pe. Ibiapina em 1947, o Colégio Madre Ana Couto em 1958 com o Curso Normal e Científico. Posteriormente é criado em 1969 o Colégio Pequeno Príncipe.

Em 1973 Dom Vicente fundou o Centro de Expansão Educacional com o objetivo principal de ser um ambiente para a formação de agentes de Pastoral da Diocese e regiões circunvizinhas. Durante muito tempo foi também espaço para curso de extensão e de pós-graduação da Faculdade de Filosofia do Crato e de universidades do Nordeste.